A noite estava escura como o ventre da própria terra. A lua cheia pendia no céu como um olho pálido e inquietante, lançando um brilho frio e traiçoeiro sobre a floresta densa. Yara e Tupã avançavam devagar, o silêncio ao redor deles quase absoluto, quebrado apenas pelo som de seus passos sobre as folhas secas. Haviam deixado um covil de cascavéis para trás, mas sentiam que algo os perseguia, um sentimento pesado e sombrio que parecia seguir cada movimento, espreitando nas sombras.
A floresta, n