O tempo escorreu entre meus dedos sem que eu notasse, e aquele menino vizinho já havia se transformado em Caio. Desde sua chegada ao apartamento ao lado, meus dias ganharam cores e risadas que há muito não experimentava. Compartilhávamos momentos que pareciam escritos pelo destino, sessões de cinema, jantares improvisados e escapadas de fim de semana, como se fôssemos almas antigas que o universo, por capricho, decidiu reencontrar.
A sintonia entre nós floresceu tão naturalmente que, sem alarde,