Mundo de ficçãoIniciar sessãoMarioneta
Já é noite. Eu estou como se estivesse a fazer flexões — minhas pernas esticadas, apoiadas num encosto atrás, as mãos flexionadas na borracha da esteira, os dedos cravados na superfície áspera. O meu corpo não encosta na esteira, só os braços a partir do cotovelo até as mãos. Ele segura as minhas duas pernas para encostar muito no encosto atrás e adoecerem.— Tem certeza que vai passar de classe? — pergunta o professor. Não porque quer ser grosso, mas a situação obriga.
— O que acha? — retruco, o corpo se movendo para frente.
— Acho que não vai mesmo — ele diz, a voz grave na última palavra.
Eu amarro a boca, que ninguém vê, e aumento o apertar da esteira.
— É claro que vou, seu merda — respondo, a cabeça levantando um pouco para trás, com um tom como se estivesse zangada — uma coisa que não estou.
— Posso te facilitar a passagem — ele diz, virando meu corpo e deitando-o de costas. Agora vamos treinar abertura de pernas para esticar as veias das coxas.
Eu fico de boca aberta. Os dedos coçam as coxas perto da cintura. Que esticagem! O meu corpo todo entra em convulsões. Estou a chorar sem lágrimas — claro, já sou adulta.
— Não preciso da tua ajuda para passar — digo com dificuldade. Me debato toda porque o corpo já não está bem com esta abertura. Passo a mão e tento encontrar os nervos sensoriais que mandam sinais maus ao cérebro, e bloqueá-los — se possível. Acho que não é possível, mas mesmo assim, tento.
Ele aperta mais. Eu abro a boca de desespero. Seguro minha cabeça e meu quadril. Tento levantar como se pudesse fazê-lo parar, mas não consigo.
Ele levanta-me um pé, esticando para cima, e o outro fica vertical no chão. Ele afasta mais o de cima para frente. Esfrego as minhas coxas próximo do umbigo — onde posso alcançar quando levanto a cabeça junto com os ombros. As veias esticadas. Eu sofro, o corpo todo se mexendo. Às vezes mordo os lábios, às vezes abro a boca.
— Você está bem? — ele pergunta.
Não consigo responder. A voz está a chorar. Me engasgo, mas os olhos não querem chorar.
Ele aperta mais, empurra a perna, até que para e solta devagar. Finalmente fecho as pernas, mas não levanto logo. Fico a pegar fôlego e a roçar as coxas.
Ele se deita perto de mim, passa a mão da minha barriga até os mamilos. Eu seguro a mão dele para que não a tire.
— Agora que já fizemos exercícios, podemos fazer sexo? — ele pergunta.
Eu dou uma tapinha no bobão. Ele sorri, coçando a bochecha.
Levanto e vou trocar de roupa — estava com aquele que nasci com ele.
Vou sentar no sofá com ele.
Eu o encaro sem piscar, como se fôssemos coelho e cobra: quem piscar primeiro perdeu. Ele me encara também.
— O exercício foi longo e castigatório. Já se foram 300 dos 500 reais que me deu.
Ele me fita com olhos semicerrados, boquiaberto.
— Nossa! Aluna — dos muitos termos, ele me chama de aluna 😡 Mas gosto de me sentir aluna safadinha ☺️ — Sabe que te amo, não pode me rasgar o bolso assim.
Eu cruzo as mãos, mordo o lábio.
— Se me ama... Claro que não me ama, é negócio — digo, aproximando-me. — Se me ama, prova com um beijo. Longo. Muito longo.
Ele me fita, imóvel.
É claro que não vai beijar este rosto feio.
Lembro que ninguém nunca me beijou. Talvez um rapaz no lixão — mas ele não sabia de nada, nem eu sabia. Eram beijos técnicos.
Ele me agarra a cabeça e me puxa para o rosto dele.
E me beija.
O beijo é tão longo e cheio de paixão que o corpo todo responde. A mente dispara:
"Ele se apaixonou por mim a ponto de ignorar meu rosto?"
Mil pensamentos de mil maravilhas. Quero mostrar que ele não escolheu errado. Não penso em contas. Penso em amor verdadeiro. Quero me entregar sem falar de reais.
Desabotôo a camisa dele. Beijo o peitoral. Ele segura minha cabeça, geme, respiração ofegante.
Jogo ele para trás. Abro o zíper. Afasto a calça e a cueca.
Está duro.
Tiro a calcinha. Ainda não estou tão pronta, mas não quero saber. Só quero que ele tenha motivo para me amar mais. Pego o membro duro e escorregadio e meto dentro.
Ele me segura na cintura com a mão direita, e com a esquerda esfrega meu íntimo enquanto eu cavalgo. Sinto ele dentro. Sinto o colo nu se amassando contra o meu.
Ele se apoia no sofá, levanta um pouco e me penetra enquanto eu também fodo ele. Nunca vi ele tão sem ar.
Percebo que ele levanta mais o colo e aperta minhas nádegas — sei que quer ejacular. Os pés estremecem. Ele dá um grito de alívio. As nádegas caem no sofá junto comigo. Eu me jogo no peito dele.
Ficamos assim, nos acariciando.
Até a maldita realização: ele é casado. Eu sou só uma feia gostosa de fora. Dentro, há a esposa.
"Foda-se. Isto foi negócio."
Eu acaricio a testa dele com um sorriso — como se fosse dizer algo romântico.
— Agora ficou 100 reais para uma volta — falo com dó no coração.
— Pelo amor de você, mulher! O homem não pode ter bacela? — ele diz, me encarando sério, mas ouço um sorriso nas entrelinhas da voz.
Eu acordo — não dormi, mas acordo do momento — e pego no pênis molhado e mole. Começo a brincar com ele como um freio de mão.
Ele ri. Uma risada que diz: essa é a minha aluna.
— Tudo bem. Ficou 120.
Ele acorda. A mão dele quer tocar a minha, que brinca com o membro. Já está a ficar duro de novo. Confesso: o calor do membro entra em mim também. Me seguro para não rebolar e amassar os mamilos.
— E o que os 20 reais vão fazer se a volta são 100? — ele pergunta, esfregando o estômago, o corpo pedindo mais.
— Bom — respondo, franzindo a boca. — Vão servir para eu fazer strip para você.
Ele sorri.
— Quer que eu faça agora? — pergunto, pronta para levantar.
Ele já não se segura. Respiração de derrota. Membro no limite.
Ele levanta, me carrega, me j**a de costas no sofá.
— Strip depois. Agora quero meter meu p***o aqui.
Ele afasta minha saia para a cintura. Está a meter. Já tocou.
Fico boquiaberta ao sentir aquela carne encostar. Não sinto cada centímetro entrar — foi de uma vez. Eu grito, a cabeça afundando no sofá.
É como se ele descarregasse a raiva da esposa em mim — estocadas fortes, rápidas. O som da carne das coxas e do sexo se chocando. Dura uns 7a 9 minutos até as pernas dele estremecerem — depois do meu orgasmo.
Ele se j**a em mim, sem fôlego.
Os 500 reais acabaram. Ele é casado. Sem chance de dar de graça.
Se fosse o Camargo Debres... esse eu gosto de dar sem dinheiro. Solteiro. Me ama — ou assim parece. Traz presentes, me leva para sair, mesmo sabendo que sou de programa. Ou será que só quer exibir minhas pernas? Não faz sentido quando o rosto não é dos melhores.
Não sei. Só sei que meu coração burro diz que ele me ama. E eu amo ele. Apesar de nunca me ter pedido em namoro.
Ele se levanta. Veste a calça. Fixa os olhos no meu íntimo.
Eu fecho com a mão.
— Vai embora, prof — digo com um sorriso.
— Bye bye, minha aluna favorita — ele diz, abrindo a porta.
A luz da lua ilumina a casa. Luz desligada para poupar. Afinal, há luz natural.







