Naquela mesma noite, fiz uma carta para minha mãe, usando letras recortadas, já que se fosse datilografada, imaginariam que pudesse ser eu a autora.
Escrevi um pequeno texto dizendo tudo que eu admirava nela: sua força, sua doçura, a forma como se doava, abrindo mão de si mesma em nome de todas as pessoas. Ressaltei a beleza de seus olhos azuis e tristes e os cabelos curtos e sedosos, bem como o corpo esbelto. E por fim, expliquei que sempre a admirei de longe, mas esperava que algum dia pudéss