O telefone tocava na mesinha ao lado da cama do pequeno quarto de hotel. Meu coração ainda estava acelerado. A conversa que tive com minha mãe fazia eco na minha mente como um trovão que se recusa a ir embora. Respirei fundo, peguei o celular e vi o nome de Marcio na tela. Atendi na terceira vibração.
— Marcio, sou eu. — disse, tentando manter a voz firme, mas o peso da manhã transparecia.
— Raila, você está bem? — a preocupação dele era evidente, o que só aumentava o nó que eu sentia no peito.