Raila Salim
O sol se escondia devagar por trás das montanhas, tingindo o céu de um laranja intenso que parecia até pintado a mão. Eu estava no quintal do sítio da minha tia Marta, cercada pelo cheiro de grama cortada e pelo som dos passarinhos que ainda insistiam em cantar. Era o tipo de tarde que parecia ter saído direto de um filme clichê, mas, sinceramente, eu estava adorando.
— Raila, pega aquele cesto de roupa ali para mim, menina! — gritou minha tia, do alto da varanda, enquanto mexia e