O sol se escondia devagar por entre os galhos das árvores do sítio da minha tia Marta, tingindo o céu de tons alaranjados que pareciam saídos de uma pintura. Eu estava sentada na varanda de madeira, sentindo o cheiro da terra úmida que vinha depois da chuva da tarde. Era um lugar tranquilo, onde os sons da cidade não tinham vez, e tudo parecia suspenso no tempo.
— Gosta de silêncio assim? — perguntou Marcio, sentado ao meu lado. Ele tinha uma maneira curiosa de falar, como se cada palavra fosse