Clara
— Eu esperava que ele fosse profissional — meu pai responde, seco. — E é exatamente isso que eu exijo das pessoas que trabalham aqui.
— Não acredito nisso — digo, balançando a cabeça. — Você realmente acha que demiti-lo foi a solução? Ele é a única razão pela qual estou bem agora!
— Clara — ele começa, em um tom mais brando, tentando apaziguar a situação. — Entenda que eu só quero o melhor para você. E manter alguém que age impulsivamente ao seu redor não é seguro.
— Não é seguro? — Minha voz treme de indignação. — E confiar naquele Mark era seguro? Porque, se não fosse pelo Miguel, o senhor sabe exatamente o que teria acontecido comigo hoje!
Hugo fica em silêncio por um momento. Posso sentir a tensão no ar.
— Eu cometi um erro ao permitir que Mark continuasse próximo a você — ele admite, quase em um sussurro. — Mas não vou errar de novo.
— Errar de novo seria me privar de alguém que realmente se importa comigo — respondo.
— Clara... O que você quer dizer com isto?
— Nada, só qu