Clara
Eu nunca fui de atacar assim, mas Mark... ele tinha me levado ao limite. Ele parece atônito com a minha resposta, talvez não esperasse que eu fosse falar assim com ele. Mas quem ele pensava que era para me tratar daquela forma? Não importa o que Mark tente dizer agora, o jogo virou.
— Eu não acredito que você tentou machucar a minha filha, Mark! — A voz do meu pai é forte, cheia de autoridade, e consigo sentir a tensão na maneira como ele fala. É como se ele estivesse dominando o ambiente inteiro. Por um momento, eu posso até imaginar Mark se encolhendo, sem precisar vê-lo. Ele deve ter percebido o erro que cometeu ao se aproximar de mim.
Eu fico em silêncio, sentindo a mudança no ar à minha volta, a pressão que meu pai exerce. Sua voz continua cortante, e a intensidade é quase palpável.
— Mas, se você acha que vai sair impune de uma situação dessas, está muito enganado.
Com a voz carregada de autoridade, ele ordena aos seguranças:
— Levem esse sujeito até o hospital, para verif