Miguel
Quando Clara me leva até o laboratório, não sei o que esperar. Sigo seus passos, meio relutante, enquanto ela parece conhecer cada canto daquele espaço. É estranho, quase desconcertante.
Ela começa a explicar o processo, apontando prateleiras e objetos como se pudesse vê-los. Cada palavra carrega entusiasmo, um brilho que não combina com alguém que vive no mundo dela — um mundo cheio de limitações que eu jamais conseguiria imaginar.
— Aqui é onde tudo começa — ela diz, passando as mãos