A noite de terça-feira desceu sobre a Alvorada trazendo um silêncio sufocante. Julian havia sumido desde o início da tarde, e eu passei as últimas horas trancada no quarto de hóspedes do casarão, andando de um lado para o outro com o auxílio da bengala, o coração esmagado pela culpa. Minha mãe não merecia ser o dano colateral de uma guerra que era minha.
Perto das nove da noite, a porta do quarto se abriu. Julian entrou. O terno estava ligeiramente desalinhado e a expressão no seu rosto era