Rafael hesitou.
O silêncio que se instalou no escritório foi tão denso que dava para ouvir o tique-taque irritante do relógio de parede.
Ele desviou os olhos dos meus, encarando os papéis sobre a mesa enquanto tamborilava os dedos na madeira.
— Não é da sua conta, Milena — enfim respondeu, com a voz seca.
— Como não é da minha conta? — Rebati, inclinando ainda mais para a frente. — O cara dorme no quarto ao lado e anda armado atrás de mim. Eu tenho o direito de saber quem é a sombra que você