(Visão de Lorena)
Assim que o carro parou em frente ao prédio, senti um peso familiar cair sobre os ombros. De fora, o lugar parecia o mesmo de sempre com o hall limpo, as plantas na portaria, o porteiro acenando com aquele sorriso simpático mas, por dentro, algo já não encaixava mais.
Meu pai desceu primeiro, olhou ao redor e soltou um suspiro pesado.
— Tem certeza disso, filha? — perguntou, apoiando as mãos nos bolsos. — Ainda dá tempo de ficar mais uns dias lá com a gente.
Balancei a cabeça