Mas aí ela arqueou a sobrancelha.
— Não é nada disso que você tá pensando. Eu só quero fazer um curativo nesse seu machucado aí. Tá horrível.
Automaticamente levei os dedos até a lateral da boca. Estava doendo desde aquele soco do desgraçado, mas nem percebi que tinha aberto.
— Ah… é. Claro, o curativo. — engoli seco, rindo de leve. — Tô precisando mesmo.
É óbvio que eu aceitei. Qualquer desculpa pra estar perto dela, eu agarrava.
Subimos em silêncio. A respiração dela era calma, controlada… a