A luz fria da delegacia doía nos meus olhos fazendo minha cabeça latejar. Podia ser pela bebida, mas sei que a vergonha tinha grande valor nisso.
Encostado no banco gelado da cela, tentei não pensar em nada, só respirar, mas era impossível. O que diabos eu fui fazer?
A porta rangeu e ouvi passos.
Levantei o rosto e vi Fernando entrando com aquele sorrisinho maldito no rosto, acompanhado de Diogo, que já veio balançando a cabeça em negação como se eu fosse um adolescente pego colando na prova.