(Diogo)
Entrei na cobertura sentindo o peito prestes a explodir. A raiva me dominava e sem pensar duas vezes, agarro o primeiro vaso que vejo e o lanço contra a parede. O estrondo ecoa pela cobertura e os cacos se espalham pelo chão, mas nada disso é suficiente para aliviar a raiva que me consome.
— Droga! — rosno, passando as mãos pelos cabelos. — Maldito seja você, Enrique!
Meus passos são pesados, sem rumo, como se eu quisesse esmagar o próprio chão. Sinto o gosto amargo da derrota, e o coração latejando dentro do peito como se quisesse sair. Eu deveria ter contado para ela. Eu deveria... mas como diabos eu podia imaginar que a Mádila era prima da Alice?
O nó na garganta me sufoca ao ponto de dificultar respirar. Puxo o celular do bolso com violência e disco o número de Valter, que atende nos primeiros toques.
— Senhor? — a voz dele é firme, mas percebo a cautela do outro lado da linha.
— Valter — minha voz sai carregada de fúria —, eu quero que você encontre o desgraçado do Enriq