Seus dedos encontraram minha cintura, envolvendo-a com uma cautela que me fez querer chorar.
Ele não agarrou, não puxou, apenas segurou, como se eu fosse a coisa mais preciosa e frágil do mundo. Então, ele se inclinou e seus lábios encontraram os meus.
Não foi o beijo feroz e devorador da sala na empresa. Foi lento, suave. Um toque que era um reconhecimento, um "estou aqui", e um pedido de desculpas por cada machucado.
Sentia o sabor dele misturado ao gosto do meu próprio lábio rachado, e mesmo assim, era a coisa mais doce que eu já experimentei.
Ele se afastou apenas o suficiente para encostar a testa na minha. Nós fechamos os olhos, e por um momento, não existiu dor nem medo.
Só aquele ponto de contato, e a sua respiração se misturando à minha.
— Não acredito que você está aqui — sussurrei, as palavras saindo trêmulas contra seus lábios. — Como você conseguiu vir? Se os homens do Thales…
Ele afastou um pouco a cabeça, segurando meu rosto com as duas mãos, seus polegares fazendo