DOMINIC THORNE
A luz pálida e fria da manhã de inverno entrava pelas frestas das cortinas de veludo pesado da nossa cobertura. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava pouco mais de seis da manhã. O silêncio do apartamento era quebrado apenas pelo som suave e ritmado da respiração da mulher deitada ao meu lado.
Virei o rosto no travesseiro e fiquei observando Grace dormir. Os cabelos escuros dela, longos e macios, estavam espalhados pelo lençol de algodão branco, criando um contraste li