Eu fechei a porta do quarto com cuidado demais.
Não porque alguém pudesse ouvir.
Mas porque algo dentro de mim ainda estava frágil demais para ruídos bruscos.
Encostei as costas na madeira por alguns segundos, respirando fundo, como se precisasse garantir que o chão ainda estava firme sob meus pés. Tirei o paletó lentamente, dobrei-o com mais atenção do que o habitual e o deixei sobre a poltrona. O relógio veio em seguida, pousado na cômoda como um símbolo de tudo que, pela primeira vez, eu nã