Era estranho estarmos conversando sem brigar. Até parecíamos bons amigos… e eu, que prometi não trocar uma palavra com ele, já tinha falado até demais.
— Então, seu pai, quando estava doente, pediu ao meu que cuidasse de você?
Acenei.
— Sim. Mas não durou muito tempo… dois anos depois da morte do meu pai…
Minha voz embargou.
— O meu morreu — completou, percebendo que eu não conseguia continuar.
Ele segurou minha mão e fez um carinho com o polegar. Eu queria afastar, mas não consegui.
—