Estava tão nervosa com aquela situação que o ar parecia preso nos meus pulmões. Álvaro mentia descaradamente para Lina, que suspirava feito uma boba a cada frase dita por ele.
— O café está pronto — anunciei, colocando a garrafa em cima da mesa e aproveitando para pisar no pé daquele mentiroso.
— Ai! — reclamou ele.
Botei a mão na boca, fingindo culpa.
— Desculpa, meu amor… sabe como eu sou desastrada — falei, passando a mão em seu ombro.
Lina sorriu enquanto se servia.
— Não se preocupe, meu a