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Capítulo 2 — Esta noite, você é minha. E eu sou o seu pecado deliberado.

POV Lara Bellini

Will não esperou uma segunda confirmação. Ele deixou o copo de uísque no balcão e segurou meu queixo com uma pressão que não era bruta, mas era absoluta. Seus olhos me estudavam como se eu fosse um código que ele tinha acabado de decidir decifrar.

— Você tem certeza, Luna? — A voz dele baixou uma oitava, vibrando contra a minha pele. — Porque eu não sou o tipo de homem que deixa as coisas pela metade. E eu não aceito devoluções.

— Eu nunca tive tanta certeza de nada — menti, com o coração martelando contra as costelas de um jeito que eu temia que ele pudesse ouvir.

Eu tentei manter o olhar firme, sustentando a fachada de uma mulher que fazia aquilo toda sexta-feira. Mas, por dentro, eu era um desastre de nervos. Eu não tinha certeza de nada, exceto que eu odiava o acordo dos meus pais e que aquele estranho tinha o cheiro mais viciante que eu já sentira: sândalo, chuva e um perigo que me atraía como um imã.

O apartamento dele era um reflexo do homem: minimalista, funcional e banhado pelas luzes da cidade através de imensas janelas de vidro. Assim que a porta se fechou, o silêncio durou apenas o tempo de um suspiro. Ele me prensou contra a madeira fria e o contraste com o calor do corpo dele me fez soltar um gemido baixo.

— O homem rico e chato que se dane — ele sussurrou, a boca a milímetros da minha. — Esta noite, você é minha. E eu sou o seu pecado deliberado.

As mãos dele, grandes e firmes, subiram pelas minhas coxas, levantando o tecido de seda do meu vestido enquanto seus lábios finalmente encontravam os meus. Eu tentei liderar o beijo, querendo parecer experiente, mas Will era uma força da natureza. Ele dominava cada toque, cada movimento, transformando minha tentativa de controle em uma rendição completa.

Quando ele me carregou para o quarto, a luz da lua desenhava os contornos de seus ombros largos. Ele se despiu com uma confiança que me deixou sem fôlego. Will era feito de músculos tensos e uma intensidade que me fazia sentir, pela primeira vez na vida, que eu não era uma "joia protegida", mas uma mulher desejada.

Ao me deitar na cama, tentei manter o papel. Cruzei os braços sobre a cabeça, tentando parecer relaxada, mas minha respiração estava curta e rasa. Quando ele se posicionou sobre mim, senti um frio na barriga que nada tinha a ver com o ar condicionado do quarto.

— Você está muito tensa para alguém que está fazendo uma "liquidação" — ele murmurou, os olhos escuros fixos nos meus.

— É a adrenalina do momento — respondi, tentando forçar um sorriso sedutor que provavelmente saiu como uma careta de pânico.

Ele não respondeu. Em vez disso, começou a trilhar um caminho de beijos pelo meu pescoço, encontrando pontos de sensibilidade que eu nem sabia que existiam. Suas mãos exploravam meu corpo com uma curiosidade possessiva, e eu podia sentir que ele estava se perdendo. Ele se detinha na curva da minha cintura, no toque da minha pele, como se estivesse memorizando cada detalhe.

Mas, quando o momento final chegou, a máscara de "Luna" começou a rachar.

Will foi cuidadoso, mas a verdade é que não há mentira que esconda a primeira vez. Quando ele se impulsionou para dentro de mim, a dor aguda e o choque biológico me fizeram travar. Eu enterrei as unhas nos ombros dele, soltando um suspiro entrecortado que não era de prazer, mas de surpresa.

Ele parou instantaneamente. Seus braços tremeram enquanto ele se sustentava sobre mim, o rosto a centímetros do meu. A confusão em seus olhos rapidamente deu lugar a uma percepção avassaladora.

— Você mentiu — ele disse, a voz rouca, quase um rosnado de surpresa. — Você nunca…

— Não para — eu implorei, as lágrimas de tensão começando a pinicar meus olhos. 

— Por favor, Will. Eu só quero que isso seja meu. Só uma vez, que a escolha seja minha.

O olhar de Will mudou. 

Ele me olhava como se eu fosse a coisa mais preciosa e irritante que ele já encontrara. Ele não recuou; em vez disso, ele se inclinou e beijou minha testa, depois meus olhos, esperando que meu corpo relaxasse sob o dele.

— Olha para mim, Luna — ele comandou suavemente.

Eu olhei. E o que vi foi um homem que estava sendo desarmado pela minha vulnerabilidade. O ritmo dele mudou, tornando-se uma cadência lenta e profunda. Ele não estava apenas me possuindo; ele estava me ensinando. Cada movimento era um convite para que eu esquecesse o contrato, meu pai e a mansão Bellini.

Eu me perdi no suor, no som da respiração dele no meu pescoço e na forma como ele segurava minhas mãos, entrelaçando nossos dedos como se quisesse garantir que eu não fugiria. Pela primeira vez, o luxo não era algo que me sufocava, mas algo que eu sentia na pele através do toque dele.

Quando o ápice veio, foi como se o mundo estalasse. Eu me agarrei a ele, gritando o nome dele — o único nome que eu achava que conhecia. Will desmoronou sobre mim, o coração batendo em sincronia com o meu, selando um destino que nenhum de nós compreendia.

Adormeci sentindo o braço pesado dele sobre minha cintura, uma posse que eu achava que era temporária. "Missão cumprida", pensei, exausta e vazia de passado. O contrato estava morto. No silêncio do quarto de hotel, enquanto a respiração dele

se tornava profunda e rítmica, eu me permiti um último pensamento vitorioso antes que a escuridão do sono me levasse:

— Adeus, noivo! Já não sou mais a virgem que você exigia.

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