Matteo Giordano
Carmem estava parada, seria demais para o meu gosto. Eu não suportava vê-la assim. Queria minha cigana sorridente, a mulher que trouxe vida e cor para os meus dias cinzentos.
Sua postura era defensiva, de quem se protegia de um ataque invisível. Algo havia acontecido ali antes da minha chegada; eu via o orgulho ferido em seu queixo erguido e em seus olhos verdes, agora turvos como um mar revolto.
— Vou precisar sair — disse ela, mantendo empinado o nariz sardento que me deixav