AS ENGRENAGENS DO DIVÓRCIO
SEBASTIAN
O despertador não precisa tocar para que eu abra os olhos. O fuso horário do Brasil e a turbulência mental dos últimos dias me fazem despertar antes das seis da manhã. Olho para o teto do quarto de hóspedes da cobertura e, pela primeira vez em meses, não sinto o peso da farsa que carreguei nas costas. Sinto-me leve. A certeza de que sou um homem livre e de que o meu futuro está blindado me dá uma energia renovada.
Tomo um ba