POV: Selene
A voz de mulher atravessou as ruínas como se viesse debaixo da minha pele.
Selene.
Não era Ezra.
Não era minha loba.
Não era lembrança comum.
Meu sangue prateado caiu sobre a laje quebrada e, no instante seguinte, o templo inteiro acordou. Inscrições lunares acenderam em círculos ao meu redor. A prata correu pelas pedras, subiu pelos arcos partidos, desenhou luas, lobos, mulheres de olhos claros, Alfas ajoelhados, coroas rachadas.
Cinzento e Sombrio uivaram do lado de fora.
Mas não