o espião
Já tinha-se passado muito tempo. Na verdade, o tempo, mesmo passando rápido ou devagar, era difícil de medir naquele espaço apertado, sufocante. Isabela encarava a porta à sua frente como se ela fosse o único vínculo entre ela e a realidade. A luz que emanava pelas frestas parecia zombar de sua situação, trazendo ecos distantes de vozes acaloradas do lado de fora. O tom subia e descia em discussões que pareciam intermináveis. E, entre tudo isso, havia a figura hesitante do homem que entrava para