MILENA CHRISTIAN
O carro do Edward era tão ele que quase doía, embora eu já tivesse me acostumado a essa sensação. Não que eu andasse nele com frequência — longe disso —, mas a primeira vez já tinha sido o suficiente para gravar na memória o cheiro do couro, o ronco baixo do motor e a forma como os bancos são bem confortáveis.
Edward dirigia com uma mão no volante, a outra apoiada no apoio de braço central e os olhos fixos na estrada. O silêncio entre nós era confortável e isso incomodava-me me