MILENA CHRISTIAN
O café ficava a três quadras de casa.
Nada glamoroso. Nenhum daqueles lugares instagramáveis com paredes de tijolinho aparente e plantas suspensas e nomes franceses que ninguém sabe pronunciar, era apenas uma esquina de bairro: mesinhas de madeira desgastada onde gerações de clientes haviam apoiado cotovelos e derramado café, cheiro de pão torrado e café passado na hora que invadia a rua e fazia qualquer um que passasse querer entrar, uma vitrine com bolos que ninguém nunca viu