Luna
A primeira coisa que notei naquela manhã foi o silêncio diferente.
Não o silêncio habitual da casa, organizado, quase elegante. Era outro. Um silêncio que parecia esperar por algo ruim.
Cheguei mais cedo do que o normal, ainda com o café mal acomodado no estômago, e encontrei Teresa parada no corredor, segurando um envelope pardo com força excessiva para alguém que sempre foi tão contida.
— Bom dia, Luna — disse, mas o sorriso veio atrasado.
— Bom dia… aconteceu alguma coisa?
Ela hesitou u