Luna
A casa ainda estava quieta quando cheguei naquela manhã.
Não era silêncio de ausência, mas de rotina contida, como se tudo ali funcionasse antes mesmo de alguém precisar pedir. Teresa já estava na cozinha, como sempre, preparando o café com movimentos precisos, quase afetivos.
— Bom dia, Luna — disse, sorrindo.
— Bom dia.
Deixei a bolsa no escritório e voltei pelo corredor, pensando no fim de semana, no beijo que ainda parecia morar na minha pele e na sensação incômoda de que algo estava s