Daniel
Eu saí da casa da Pamela com o maxilar travado e o peito em chamas. Se ódio tivesse peso, eu teria afundado o chão da mansão Belmont a cada passo. Mantive a postura até o último segundo — cabeça baixa, expressão de preocupação ensaiada, a mão no ombro dela como quem quer proteger. Por dentro, eu queria quebrar tudo.
Entrei no carro e fechei a porta com força demais. Respirei fundo. Uma, duas, três vezes. Não adiantou. A raiva continuava ali, espessa, grudada na garganta. Eles estavam des