46. Natal
Estávamos no mês de dezembro, e apesar da tristeza, decidimos que iríamos comemorar o Natal pela primeira vez juntos, pela Alice que nunca havia passado a data com o pai.
A princípio, o desejo do Henry era que fôssemos para a França, mas devido ao frio intenso que fazia nessa época do ano lá, decidimos que não seria bom para a saúde da nossa filha, que estava acostumada com o calor do Rio de Janeiro.
Um dia antes da festa, enquanto cuidávamos dos preparativos, Leonardo chegou em nosso apartamento, nos assustando por estar em prantos e aparentemente embriagado.
— O que houve? — Henry o olhou confuso.
— Meu coração está em pedaços… A sua amiga, ela é a culpada! — Leonardo disse apontando para mim.
— A Jú? O que ela fez?
— Eu fui dizer que amava, ela vazou na braquiária…
— O quê? — Henry me olhou confuso, acho que esse português ele não compreendia.
— Eu disse que amava ela, propus que fôssemos oficialmente namorados e ela fugiu, saiu correndo… Não me atende… Não responde as minhas