42. Impotência

Henry narrando

Após 12 horas de voo, cheguei em Paris, indo para a casa da minha mãe.

— Filho? — Os peguei de surpresa, mas ela logo veio ao meu encontro. — Por que não avisou que vinha? Como você está? Parece tão abatido… E esse cabelo?

Eu tinha chorado do Rio de Janeiro até lá, e provavelmente a minha tristeza estava estampada.

— Não é nada… E vocês, como estão?

Os abracei com carinho.

— Bem… Vem, vamos jantar… Está com fome?

— Sim, eu só preciso de um banho. — falei subindo as escadas, rumo ao antigo quarto que pertencia a mim antes de me casar.

Assim que desci e me juntei a eles na mesa, meu pai perguntou:

— Você vai ficar aqui?

— Não posso?

— Pode, claro, mas e a sua esposa? Não vai para a sua casa?

— Ela nem sabe que cheguei, não faço questão de vê-la.

Meus pais se entreolharam visivelmente espantados.

— Henry, o que está acontecendo? São mais de 2 meses longe da sua esposa e está dizendo que não quer vê-la?

— Não quero, inclusive ela esteve lá faz poucos dias, não ficaram
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