31. Revelação
Henry narrando
Na manhã seguinte, assim que Juliana chegou, fui ao encontro dela, ansioso.
— Tem notícias da menina? E a Melany?
Notei que sua expressão não estava muito boa, quando entrou em meu escritório.
— Estão desconfiando de leucemia, a Melany está arrasada.
Me perdi nas palavras, sequer tive qualquer reação.
— Estão tentando desocupar um leito de UTI. Ontem a Alice passou por uma transfusão de sangue e estão aguardando para ver se conseguem vaga para realizar o exame que a médica pediu, para confirmar ou excluir o diagnóstico.
— Que exame é esse? Não é possível fazer num hospital particular? Acho que quanto mais rápido tiver um resultado, melhor para iniciar o tratamento. Não?
Juliana parou me olhando por um momento.
— Me conta a sua versão…
— O quê?
— Sua versão da história de vocês…
— Você conhece a versão de Melany por um acaso? Pensei que ela não tinha memória… — falei ironicamente.
— Não vou te dar respostas, não adianta, mas se você me contar a sua versão, posso ana