24. Sem memória
Melany narrando
Na manhã seguinte, estava ajudando dona Agustina com uma encomenda de salgados, quando o interfone tocou.
— Pois não… — Juliana atendeu.
— Melany? Com quem eu falo?
A olhei assustada, de pronto meu coração acelerou. Eu não tinha amigos, se fosse o Alexandre a Ju saberia, meu pai e meu irmão nunca apareciam. Logo, entrei em desespero, gesticulando nervosamente para que ela negasse.
— Leonardo? — Juliana falou, me olhando.
— Não, não, não! Não me conhece! — supliquei de forma inaudível.
— Aqui não tem nenhuma Melany, você está enganado — falou, gesticulando com a mão para que eu me acalmasse. — Currículo? Não, não, deve ser algum engano, sinto muito. Estou ocupada agora, preciso voltar ao trabalho.
Juliana desligou com a mão na cabeça, me olhando com espanto.
— É, acho que você tinha razão. Acharam o seu currículo.
— Meu Deus do céu… Então era mesmo ele ontem! O que eu faço? O que eu faço?
— O que está acontecendo? — Dona Agustina nos olhava confusa.
— Eu preciso s