Lucy acordou, confusa, num quarto simples. O padre a olhava, assustado.
— O que aconteceu? — perguntou ela, levantando-se.
— Você desmaiou — respondeu o padre, preocupado.
Lucy lembrou das visões. As crianças, os Sales, sofrendo nas mãos da cidade.
— Algumas eram só crianças — disse, com lágrimas nos olhos. — A menina devia ter uns nove anos.
— Do que tá falando? — perguntou o padre, alarmado.
— Dos Sales. De todos que sofreram aqui — respondeu Lucy, a voz tremendo.
— Lucy! — Catherine atravessou a porta e sentou-se na cama. Estendeu os dedos. — Quantos tem aqui?
— Três — respondeu Lucy, achando graça na expressão preocupada de Catherine.
— O que aconteceu? — perguntou Catherine, séria.
— Resolveram deixar bem claro que não sou bem-vinda aqui — disse Lucy, amarga.
— Quem foi? — perguntou Catherine, com uma voz que lembrou Lucy de sua avó, irritada e preocupada ao mesmo tempo.
Lucy abraçou Catherine, desejando que fosse sua avó ali.
— Obrigada — disse, emocionada.
— Por q