Horas antes
Lucy acordou sobressaltada ao ouvir a porta do quarto se abrir. Pulou da cama, o coração disparado, até ver Mary acender a luz.
— Se acalme, filha — disse Mary, a voz suave, mas os olhos marejados.
— O que foi? — perguntou Lucy, esfregando os olhos, ainda grogue.
— Queria saber se tá tudo bem — respondeu Mary, sentando-se na beirada da cama, a preocupação estampada no rosto.
— Tô melhor — mentiu Lucy, querendo apagar da mente a maldição, o peso de ser uma Sales, as palavras do padre