Eliz,
Não lembro exatamente quando parei de ser humana.
A fuga tinha sido rápida demais, os pulmões queimando antes mesmo de eu perceber que corria havia horas, e em algum ponto entre uma árvore e outra, o corpo decidiu por mim o que a mente ainda hesitava em aceitar. A pele formigou, os ossos se reorganizaram com uma dor que eu nunca tinha sentido antes — nenhuma transformação guiada, nenhum ritual, nenhum adulto ao lado ensinando como respirar através daquilo. Só o instinto puro, cru, tomand