Ele não me entregou.
Ficou parado por um tempo que pareceu longo demais, o arco ainda na mão, os olhos alternando entre o ferimento na minha perna e o meu rosto, como se tentasse decidir entre duas versões diferentes de mim — a loba que tinha caçado e a garota ferida encolhida contra a árvore, incapaz de fugir.
— Os outros vão chegar logo — disse ele, por fim, a voz baixa, quase um sussurro urgente. — Se te virem assim, não vão ter a mesma dúvida que eu tive.
— Então atira de novo — falei, a vo