capitulo 8

***CAPÍTULO 8***

CARLOS ADOMO NARRANDO

Joguei meu corpo no sofá, estou exausto de tanto trabalhar, esta semana foi uma correria atrás de outra correria, mal tive tempo para me divertir, falando em diversão, eu mal tive tempo para ver aquela intrusa, quando que eu a vi? Semana passada que invadi seu quarto, desde então, não a vejo. Está muito bem assim, não preciso me preocupar com ela, ela é intrusa não eu.

O som da campainha tocou e eu rapidamente levantei para atender, se o porteiro não anunciou, é porque são conhecidos.

- Ei cara.

Anderson disse carregando sacolas nas mãos.

- São para mãe do seu filho, notei que ela não usou o cartão de crédito que lhe dei.

Ela deu-me cartão de crédito?

- Ela é uma golpista, porque você...

Ele passou por me sem se importar com minhas palavras, subiu as escadas desaparecendo da minha vista, Anderson desceu as escadas rapidamente e foi para o corredor quando voltou ele parecia preocupado.

- Ela não está aqui.

Eu o encarei em choque.

- Que brincadeira é essa?

Eu falei correndo indo para seu quarto, quando entrei, a cama estava perfeitamente arrumada, não havia nenhum sinal dela ou das suas roupas, o cartão de crédito de Anderson estava cabeceira.

- Ela dormia neste quarto?

Anderson perguntou irritado.

- Ela escolheu este quarto.... Droga, minhas jóias.

Eu saí correndo em direção ao meu quarto, entrei no meu closet e encontrei tudo no lugar.

- Graças a Deus aquela golpista não roubou nada.

Eu senti meu rosto arder e caí no chão, ele, ele me bateu.

- Você está preocupado com bens materiais? Sua filha está sei lá aonde e você está preocupado com jóias?

- Eu não tenho filha.

Anderson tentou avançar contra me, mas seu telefone começou a tocar, eu suspirei aliviado.

- Ela sumiu.

Anderson disse.

- Qual era o nome dela?

Nome de quem?

- Estamos a falar de quem?

Anderson amaldiçoou e afastou-se de me.

- Eu vou mata-lo se eu continuar a olhar para ele.

Anderson gritou como se eu fosse surdo.

- Eu vou perguntar, venham me encontrar para procurarmos por ela.

Procurar?

- Levante daí se for homem.

Eu joguei minha cabeça no chão suspirando, Anderson não vai me deixar em paz, eu fiquei em pé, segui os passos do Anderson até a portaria.

- Ela disse que é Cansu Smith.

O porteiro informou, Anderson fez algumas ligações enquanto me arrastava para dentro do carro.

- Porra, você bateu neste idiota?

Alex debochou enquanto entra no carro.

- Eu consigo ouvir.

- Ele disse que consegue ouvir, agora ele ouve.

Alex pegou a gola da minha camisa e quase me arrastou para fora do carro em movimento, eu dei um grito aterrorizante quando vi que ia cair.

- Agora você está entendendo o que estamos a falar.

Alex deu alguns t***s no meu rosto como se eu fosse um garoto travesso, como eu não respondi, ele abriu a porta do carro querendo me jogar para fora.

- Eu entendi, eu entendi, eu entendi.

Eu gritei desesperado, Alex fechou a porta e liberou meu corpo. Eles querem me matar.

- Sem vergonha irresponsável.

Alex bateu minha cabeça, se estivesse Samuel ele ia me defender, o carro parou e Samuel entrou, ele pegou minha gola e começou a me bater.

- Chega.

Eu gritei, Samuel parou de me bater e jogou meu corpo para o canto do carro.

- Ela é sua filha até que prove o contrário.

Suspirei profundamente uma, duas vezes.

- Vocês não podem me obrigar a ser pai.

- Quer pagar para ver?

Alex falou e eu fiquei quieto no meu canto, telefone de Anderson tocou.

- Vick falando.

- Ela não está na casa dos seus pais, eles pensam que ela está na faculdade.

Aquela garota interesseira faz faculdade?

- Consiga seu novo endereço.

- Agora mesmo, chefe.

Eu ergui meu corpo sentando confortavelmente.

- Acho que seus pais não têm conhecimento da sua condição.

Samuel comentou e eu suspirei.

- Ela não sabe quem é o pai da criança.

Eu falei e eles viraram o rosto para me olhar, fechei a boca ficando quieto, era quase meia noite quando Anderson estacionou o carro em frente da faculdade, nós ficamos lá esperando por informação a noite toda, quando amanheceu, nós observamos cada estudante entrando e saíndo, até a imagem dela aparecer no nosso campo de visão, Cansu segurou a árvore respirando profundamente enquanto descansa, uma mulher tocou seu ombro e sorriu, elas conversaram por alguns segundos até entrarem na faculdade, ao saírem, elas se despediram no portão, cada uma foi para seu canto, Anderson girou as chaves e nós a seguimos, ela entrou no ônibus, depois ela entrou no restaurante, só saiu as 10h da noite e caminhou por 10 minutos até entrar numa casa e ir para o compartilhamento ao lado. Aquela mulher que vimos pela manhã também entrou na casa.

- Vamos.

Eles disseram, Samuel me empurrou em um chute para fora do carro, lentamente eu caminhei para aquele compartimento.

- Tem alguém em casa?

Eu falei para não acordar os vizinhos, alguém abriu a porta, eu senti meu rosto arder quando aquela mulher me deu um tapa.

- Minha afilhada não precisa de você.

Ela fechou a porta bem na nossa cara, eu virei o rosto para olhar para eles, eles acenaram para voltarmos para o carro.

- Vocês viram, ela não quer nada e eu não vou insistir.

Eu falei animado.

- Acho que não batemos em você o suficiente.

Meu sorriso desapareceu do meu rosto, nós entramos no carro e voltamos para meu apartamento, eu precisava de cama e horas de descanso.

- Porque não vamos dormir na sua casa? Lá tem comida.

Eu falei para Anderson.

- Minha mulher quer matar você.

Eu olhei para cima.

- Kim?

- Minha mulher não é sua empregada.

Eu suspirei, se eu falar de Kira, Samuel é capaz de me matar agora mesmo. Cruzei os braços e tentei descansar.

- Acorde.

O quê? Que horas são? Eu sinto alguém arrastar meu corpo para fora da cama, caio no chão de barriga.

- Vocês estão tentando me matar.

Eu falei sonolento.

- Não é má ideia.

Abro os olhos, eu fiquei em pé rapidamente e fui ao banheiro, quando troquei de roupas nós fomos ao supermercado.

- Oi amor, estamos no supermercado.

Anderson falou ao telefone.

- O que devemos comprar?

Não viemos comprar nosso café da manhã? Anderson começou a colocar coisas na carrinha, quando finalmente terminou, dois carrinhos de mão estavam cheios.

- Pague a conta.

Eu olhei para trás, Samuel bateu na minha cabeça.

- Você é rico.

- Você também é, pague logo a conta.

Eu entreguei meu cartão de crédito, eles rasparam e me entregaram de volta, nós paramos naquela casa novamente, hoje é sábado, com certeza elas estão, descemos do carro e carregamos as sacolas de compras indo para sua casa.

- Tem alguém em casa?

Samuel perguntou, e Cansu apareceu, ela estava de pijama e sua barriga está muito evidente.

- Bom dia, como posso ajudar?

Cansu perguntou

- Podemos entrar?

Anderson perguntou.

- Nós ficamos preocupados e viemos te ver.

Ela abriu a porta da sua casa, quando nós entramos quase me faltou o ar, era um quarto simples, um fogão no chão, e colchão, não tinha geladeira, não tem nada decente, era tudo tão, tão.

- Cansu, terminei de tomar banho....

Aquela mulher que me bateu ontem parou de falar quando me viu.

- O que você está fazendo aqui?

Ela avançou contra mim.

- Você mandou ela abortar, seu canalha de merda.

Ela me jogou para fora do quarto.

- Cansu, tentou tirar essa barriga mas não conseguiu. Ela não teve coragem de se livrar de um ser inocente, mas, você.. você é o pior dos seres humanos, fora daqui.

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