capitulo 7

***CAPÍTULO 7***

CANSU SMITH NARRANDO

- O quê?

Elsa gritou e todos meus colegas da aula de economia olharam para trás para nos encarar, eu bato seu ombro para ela se controlar, estamos em aula. Elsa sorriu tentando minimizar o clima de curiosidade que ela criou.

- Algum problema, senhorita Elsa valcult?

O professor perguntou e os nossos colegas começaram a rir quando ela não conseguiu responder.

- Foquem na aula.

Eu sorrio balançando os pés.

- Se eu encontrar aquele cara, eu vou bater nele.

- Parece que a conversa aí é interessante, poderia dividir com a gente, senhorita Elsa?

Toda turma começou a rir.

- Cansu, por favor, venha sentar na primeira carteira.

Professor sugeriu.

- Eu posso passar para frente, professor.

Elsa sugeriu rapidamente.

- Você não é Cansu, Elsa.

Eu sorrio simpática, eu não posso esconder minha barriga para sempre, no final, todo mundo notará, eu fiquei em pé alcançando meu bloco de anotações, saio do assento e vou para o primeiro assento me acomodar tal como o professor sugeriu. A turma começou a murmurar.

- Silêncio.

O professor gritou.

- Nunca viram uma mulher grávida estudando? Ou vossas mães vós nasceu no berço de ouro?

Eles ficaram em silêncio.

- Pelo menos ela teve a decência de continuar com a gravidez, se dependesse de vocês, a criança estaria no lixo e fingindo ser a melhor pessoa do mundo.

- O aborto é legal professor.

Uma aluna disse.

- O direito à vida também.

Houve silêncio absoluto.

- Sabem porque aprovaram a lei de aborto?

Nós ficamos em silêncio.

- Para as mulheres que engravidaram fruto de um estupro, para adolescentes que não possuem condições físicas ou mentais para cuidar de uma criança. Não para vocês que transam sem camisinha achando que podem jogar uma vida no lixo sempre que quiserem.

Eu suspirei fundo, eu fui uma irresponsável que transou com um cara desconhecido no banheiro e ficou grávida.

- Não quero ouvir murmúrios sobre este assunto.

Ele se concentrou novamente em lecionar, eu me mantive quieta durante toda aula, quando finalmente terminou, cada um saiu indo para sua próxima aula. Eu fiquei em pé recolhendo meu material didático.

- Cansu..

Levantei os olhos para encontrar professor de economia, sorrio sendo simpática.

- Bom dia, professor.

- Conseguiu trabalho? Talvez eu possa ajudar com alguns contatos.

Eu sorrio quase chorando.

- Estou trabalhando como assistente de cozinha.

- Perfeito, perfeito, iniciou o pré natal?

- Sim professor.

- Muito bom, se precisar de alguma coisa, entre em contato com a direção, eles irão te auxiliar, só não abandone os estudos.

Eu assenti concordando.

- Não irei abandonar os estudos.

Ele balançou a cabeça satisfeito, levou suas coisas e saiu da sala, Elsa se aproximou suspirando pesadamente.

- Vamos.

Peguei minha coisas, fomos para últimas aulas, depois paramos para comer.

- Em alguns dias entrará meu salário, preciso procurar uma casinha de um quarto para arrendar.

- É uma boa ideia, aquela idiota pode te estrangular enquanto você dorme.

- Não é para tanto, ele não seria capaz.

Sorrio.

- Ele entrou no seu quarto furtivamente no meio da noite...

Eu franzi o cenho, ela tentando me assustar?

- Eu vou procurar um quarto amanhã, pelo menos é suficiente por enquanto.

Elsa falou sem esperar minha opinião.

- Aquele idiota só quer matar minha afilhada.

Ela murmurou infeliz.

- Nós estamos bem, não se preocupe.

Eu tenho que ir trabalhar.

- Negativo, negativo.

Sorrio.

- Não se preocupe, sim, eu vou encontrar um quarto limpo para minha afilhada viver em paz.

Eu assenti.

- Tenho que ir.

Fiquei em pé, peguei minhas coisas e fui em direção ao ponto de ônibus, cheguei no trabalho bem a tempo e comecei a lavar louça, arrumei bagunças colocando tudo no seu devido lugar.

- Cansu.

Virei as costas, minha chefe Ana sorriu para mim.

- Aqui está seu pagamento semanal.

Ela me entregou um envelope, são meus primeiros 250 dólares.

- Preparei um cesto de compras de primeira necessidade, agora que está grávida, precisa estar forte para seu bebê nascer forte.

Eu assenti sorrindo.

- Eu agradeço.

- Não precisa, todas nós um dia passamos por isso.

Assenti, eu continuei com meus deveres e quando terminou meu turno, voltei para o apartamento do Carlos. Sentei na cama e abro o cesto, contém detergente para lavar roupas, lavar louça, champô de banho, amaciante em grandes quantidades. Suspirei fundo feliz, em breve saio desta casa.

Na manhã seguinte;

- Eu ouvi que há um quarto disponível não muito longe do seu trabalho.

- Conseguiu tão rápido?

Eu questionei em choque.

- Eu tenho meus contatos.

Eu sorrio entendendo seus contatos.

- Recebi meu primeiro salário, não é grande coisa.

Eu entreguei o envelope. Elsa bateu as mãos feliz.

- Vamos ver o quarto.

Eu assenti, concordando, nós saímos da aula de administração e fomos caminhando lentamente, não é longe, também não é perto, posso caminhar todos os dias para faculdade, é um bom exercício para manter meu corpo ativo regularmente.

- Estou cansada.

Eu falei parando para puxar o ar.

- Já chegamos.

Elsa falou e eu revirei os olhos.

- Eu juro.

Ela apontou para casa ao lado, eu suspirei fundo, eu continuei a caminhar, nós entramos na casa comum de um andar na zona de classe media. Elsa tocou a campainha, uma mulher abriu a porta.

- Bom dia, você realmente veio.

- Bom dia, sim, eu disse que viria, minha amiga precisa de um quarto.

A senhora olhou para mim e depois sorriu.

- Venham.

Ela nos guiou para o lado da sua casa, havia uma pequena varanda, ao abrir a porta apareceu um quarto limpo, não é tão grande, mas não é pequeno.

- Tem um banheiro ao lado, era quarto do meu filho, como ele está na faculdade, ele pediu para abrigá-la.

Eu olhei para Elsa.

- Ele voltará para seu antigo quarto, enquanto você ainda estiver aqui.

Eu assenti.

- Obrigada, é perfeito.

- Não quero festas ou brigas por aqui.

Eu balancei a cabeça concordando.

- Não farei bagunça.

- O quarto não é grande, você pagará um valor simbólico de 250 mensal.

- Está bem, obrigada.

Ela me entregou as chaves da casa e eu sorri.

- Vamos comprar um colchão.

Sorrio comemorando. Nós fomos comprar um colchão, depois um fogão elétrico, chaleira elétrica, copos, pratos, duas panelas e talheres. Eu fui trabalhar enquanto Elsa ia com as coisas para uma nova casa. Quando cheguei em casa do Carlos, ele não estava em casa, levei minhas coisas e deixei as chaves do seu apartamento na sala, sem olhar para trás, eu saí do seu apartamento da mesma forma que entrei.

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