Marlon
Chego na porta do barraco dela. Ela desce da moto ajeitando sua saia. De cara fechada, eu faço o mermo. Espero ela abrir o portão — que antes era madeira, agora é um portãozão grande de aço cor de chumbo. A frente agora é toda murada com o muro grafiado, pintado de cinza e duas faixas brancas na diagonal.
Ficou maneiro. Eu passo por aqui todos os dias e vi a construção. Minha vontade é de não deixar eles construir porra nenhuma. Ainda levo fé que ela vai voltar a morar comigo.
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