Rosário
Eu olhava pela janela vendo as luzes de Bogotá ficarem para trás, o peito apertado por uma mistura amarga de alívio e dor. Deixar tudo para trás não estava sendo fácil, mas a imagem daquela cena no escritório ainda queimava na minha mente como ferro em brasa.
Já fazia mais de uma hora que tínhamos saído da cidade quando a Márcia quebrou o silêncio, desacelerando um pouco o veículo ao avistar a sinalização na rodovia.
— Mais à frente tem um Starbucks, Rosário — ela disse, me olhando r