Alejandro
A manhã em Bogotá tinha amanhecido cinzenta, exatamente como o meu humor. Entrei no prédio da empresa com o passo rápido, a cabeça a mil por hora e um peso insuportável no peito. Desde ontem a Rosário não falava comigo. O silêncio dela me corroía por dentro, mas eu precisava manter a postura, precisava trabalhar.
Passei pela recepção sem olhar para os lados. Quando me aproximei do corredor da minha sala, a Mariinha se levantou num pulo, tentando parecer prestativa:
— Bom dia, Seu Al