Voltei para o escritório de Rafael com a frase de César presa na cabeça.
“Um lugar que ainda não exista.”
Era o tipo de frase que parecia bonita até a gente lembrar de quem tinha dito. César falava como quem jogava moeda em fonte envenenada: parecia gesto casual, mas alguma coisa afundava e ficava brilhando lá embaixo. Eu não confiava nele. Não confiava mesmo. Mas também não conseguia fingir que ele era só um palhaço rico com sorriso perigoso. Ele sabia coisas. Via rachaduras. E, pior, dizia al