No carro, a coragem que eu tinha usado para sair do escritório começou a murchar.
Era sempre assim. Na hora, eu falava como se tivesse uma equipe de roteiristas feministas trabalhando dentro do meu cérebro. Depois, quando o silêncio vinha, eu precisava conviver com a frase. “Parar de esperar que eles me deixem ocupar.” O problema era que ocupar lugar em teoria parecia bonito. Ocupar lugar numa mesa com Helena, Isadora, César e Beatriz parecia uma pegadinha com talheres caros.
Rafael estava ao m