A primeira coisa que percebi ao chegar à cidade foi que ninguém estava esperando por Lia Montenegro. Havia um motorista enviado pela Fundação Horizonte com uma placa onde apareciam apenas nossos três primeiros nomes, uma recepcionista no hotel que pediu meu documento sem levantar os olhos para reconhecer sobrenome algum e uma agenda de trabalho que começaria às oito da manhã seguinte, sem jantar institucional, fotógrafo ou sala preparada para impressionar visitantes. Patrícia parecia satisfeita