Fui pra casa com o coração tão cheio que nem consegui me concentrar nas perguntas da minha mãe. Me tranquei no quarto, tomei um banho rápido e me joguei na cama, o cabelo ainda úmido espalhado pelo travesseiro.
Fechei os olhos e, por um segundo, tive certeza:ela ainda estava aqui, impressa na minha pele, no meu peito, nos meus pensamentos.E talvez eu nunca mais fosse a mesma, mas, sinceramente, eu não me importava nem um pouco.Quando acordei, o despertador me lembrou da existência de uma realidade que eu queria adiar: a escola. A rotina começou como sempre, arrastada.Me levantei com dificuldade, enrolei por alguns minutos tentando negar o inevitável e segui cambaleando até o banheiro. Um banho quente me despertou o suficiente para colocar a vida nos trilhos, pelo menos até sair de casa. Vesti minha calça jeans de sempre, o moletom cinza que já estava ficando gasto e os tênis surrados. Enfiei um caderno qualquer na mochila, joguei nas costas e d