A noite chegou mais silenciosa do que o habitual. Nenhum uivo, nenhum farfalhar de cauda entre os arbustos. A alcateia parecia suspensa no tempo — como se o próprio mundo soubesse que algo estava prestes a mudar.
Aurora ficou de pé diante da janela, os olhos perdidos no breu da floresta. O vento gelado batia contra sua pele, mas ela mal sentia. Sua mente estava tomada por lembranças: o toque de Darius, sua voz rouca dizendo “você é meu lar”… e a dor em seus olhos quando ela perdeu o controle.
E