O lago agora estava silencioso. As figuras encapuzadas cercavam Aurora como sombras vivas, imóveis como estátuas de pedra. O frio aumentou, mas não era um frio natural. Era um arrepio que vinha de dentro, como se o ar ao redor tivesse sido arrancado do tempo.
Aurora apertou o casaco contra o corpo, protegendo mais do que sua pele. Protegendo o segredo que pulsava sob suas costelas — seu filho. Ou filha. Ou o que quer que fosse essa nova vida que ela mal conseguia entender. Mas já amava.
Um dos